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terça-feira, 18 de abril de 2023

ORIXÁ OLOKUN (ORIXÁ DO OCEANO PROFUNDO)

Acredita-se que Olokun seja o pai de Aje, o orixá de grande riqueza e do fundo do oceano.  Olokun é reverenciado como o governante de todos os corpos de água e pela autoridade sobre outras divindades da água.  Olokun é altamente elogiado por sua capacidade de dar grande riqueza, saúde e prosperidade a seus seguidores.

Quando falamos das Águas Ancestrais da Vida, falamos das águas que possuem uma forma de consciência Natural que flui e nutre, que incuba e alimenta e a essência do cuidado Materno que se relaciona com a proteção dos filhos.  E fazem parte do nosso orixá que são rotulados como as forças da Natureza.

De acordo com Ifa, nos diz que todas as Forças da natureza nascem dentro da manifestação e energia trazida pelos padrões de 256 Odu que despertaram a consciência e as expressões da vida na terra.

Omi Orun (as águas ancestrais), a ideia de águas celestiais pode parecer simbólica para nós, mas ainda mantém o anel da verdade, pois a substância mais comumente encontrada são as partículas de hidrogênio em todo o universo.

O Olohun “dono” dos “oceanos” de Okun recebeu o título e o nome das palavras combinadas “Olookun” proprietário dos oceanos de Ode Aye “terra”.  Olookun era a divindade que se instalou nas cidades de Benin e Ile Ife na Nigéria.  Seu papel dentro da relação com o Orixá “Awo” (orixá mistérios da natureza) durante a Maafa, ou o que às vezes é chamado de “tempo de dores” do Comércio Transatlântico de Escravos ou Passagem do Meio.  Também é sua representação da água e do nascimento e, de fato, uma parte principal do espírito humano da consciência, assim como faz parte de nossos corpos.  Na verdade, até 60 por cento do corpo humano é água.

O relacionamento de Olookun com “Yeye mo oja” Yemoja/Yemaya é (mãe dos peixes) é, na melhor das hipóteses, entrelaçado, pois “Yemoja” era originalmente a proprietária e sua adoração estava focada proeminentemente no “Rio Ogun” que corre no lado ocidental da Nigéria  .  De acordo com Ifa, existem muitos Itan que envolvem Olookun, o Itan de como se levantou contra Obatala e destruiu o mundo.  O Itan onde Olokun foi acorrentado no fundo do oceano com sete correntes.  E, claro, o Itan de onde Iwori Meji “Todas as águas da terra prestam homenagem a Olookun primeiro”.

Olokun é melhor representado no Odu Iroso de dilogún onde se deve recebê-lo para estabilidade e firmeza na terra.

 Ase

Òṣà Ògìnyán - 15 Informαções sobre Bαbα Igí Opè Íwìn


 💙🤍🕊️ Òṣà Ògìnyán - 15 Informαções sobre Bαbα Igí Opè Íwìn 🕊️🤍💙

1. Akinjole fundou Ejigbo e foi o primeiro Elejigbo. Akinjole era um nobre, príncipe descendente carnal de Òduduwá (o progenitor de todo o povo Yoruba).

2. O pai de Akinjole chamava-se Ogiriniyán. Apesar de ser descendente carnal de Òduduwá, Ogiriniyán cultuava Orisa Obàtálá, o deus supremo da criação para os Yoruba.

3. O assentamento de Obàtálá cultuado por Ogiriniyán terminou sendo chamado de "Orisa Ogiriniyán". Ao longo do tempo, esse nome foi abreviado simplesmente para OGIYAN. O título de "Ogiyan", que todo e qualquer Rei de Ejigbo (Elejigbo) carrega, deriva exatamente do nome do Orisa.

4. Durante a vida de Ogiriniyán, era Akinjole quem ajudava a cultuar Orisa de Ogiriniyán.

Depois da morte do pai, tornou-se o herdeiro do assentamento primordial.

5. Akinjole e Oranmiyan eram companheiros nas guerras de expansão do Império Yoruba antigo. Orisa Ogiyan e Orisa Sango são inseparáveis.

6. Orisa Ogiyan é um Obàtálá de guerra. Por isso, é conhecido também como o Senhor da Guerra (Olorogun). Para acalmar esse guerreiro violento e cruel (o mais cruel dos Orisa), Akinjole usava EPO PUPA (dendê), elemento apaziguador. Até hoje segue-se essa tradição em Ejigbo.

7. Chama-se Orisa Ogiyan apenas o Obàtálá específico da família Ogiriniyán, que saiu de Ile-Ife nos braços de Akinjole.

Ogiyan foi forjado e alimentado na guerra. Nunca mais voltou para Ile-Ifé e criou seu próprio reino em Ejigbo, Osun State, Nigéria.

8. A tradição de Ogiyan em Ejigbo é viva. Os sacerdotes de Ogiyan e o Elejigbo preservam o verdadeiro conhecimento ancestral sobre Orisa Ogiriniyán.

O grande Festival Anual de Ogiyan acontece todo mês de setembro, com celebrações e ritos ancestrais por todo o reino.

10 - Dizem que ele não decepa cabeças, como faz Ògún, que corta na horizontal. Cortando na vertical, ele rasga os inimigos em dois, sendo violento e cruel.

11 - Representa a riqueza e é considerado o Orixá mais violento, até mesmo mais violento que Exu.

Usa escudo, espada e carrega na mão um pilão. Mata e assopra, para ter certeza que matou.

12 - em Ejigbo que o branco é obrigatório para Ogiyan. Os sacerdotes desse Orisa quase sempre usam branco ou cores claras. A família real não está obrigada a usar apenas o branco durante os rituais. Contudo, em certos momentos (a depender dos ambientes em que vão adentrar) precisam usar branco também.

Ogiyan é a tensão produtiva entre a paz e as atrocidades da guerra. Ogiyan é o branco do inhame pilado com a marca do epo pupa. Ogiyan é o Orisa que veste branco para ir à batalha sangrenta. A simplificação de Ogiyan a apenas um desses extremos não conseguiria capturar a imensa força desse Orisa.

13 - Akinjole e Oranmiyan eram companheiros inseparáveis nas guerras. O primeiro tornar-se-ia o fundador de Ejigbo (portanto, o primeiro Elejigbo das terras de Ogiyan). O segundo, o fundador de Oyo (portanto, o primeiro Alaafin das terras de Sango). Juntos, Ogiyan e Sango venceram muitas batalhas sangrentas, conquistaram muitos territórios e fundaram muitas cidades. Chegaram até onde, atualmente, encontra-se o Benin. Depois, começaram a trilhar o longo caminho de volta para casa.

14 - Akinjole é sabido que teve 3 mulheres importantes em sua vida

Osun: a primeira e de Ogiyan (Osogbo localiza-se a apenas 35 km de Ejigbo);

- Oya: a segunda de Ogiyan (em Oriki registrado em Ejigbo, compara-se a velocidade de Oya com a de Ogiyan);

-Obalufon: a terceira de Ogiyan era de Ifon (atendia pelo nome de Efunkemi);

15 - Há diferenças nos cultos de Ogiyan e Obàtálá

Àbọ́rú Oboye Obòṣìṣẹ́

Aul àṣẹ

Àṣẹ irẹ

Olorun bukun fun yin

Beba sua água

Lava suas guias

Veste seu branco

E vem na luta

IGBIN

Nesse dia de Ose Obatala, vamos falar um pouco sobre o Igbin?

Também conhecido como o “boi de Oxala” no Brasil, o Igbin ficou intimamente associado a esse Orisa e a seus aspectos de trazer a calma. Mas o Igbin é muito mais que isso, praticamente todos os Orisas na minha família Yorubá comem Igbin inclusive é altamente apreciado por Esu e Ogun, a excessão é Osun à qual dá-se um caramujo altamente específico que nunca vi fora das terras Yorubás. Igbin acalma sim, mas não tem a conotação de ‘esfriar’ o Orisa, mas sim de ser um auxílio de força, resiliência e paciência em momentos de grandes dificuldades. Tal qual muitas vezes é esperado em nossas vidas, não podemos parar, mas por vezes necessitamos ir mais devagar pra chegar mais longe e assim é o Igbin. O Igbin não morre no inverno, ele iberna, se recolhe nos dias mais difíceis e quando passado o frio extremo continua seu caminhar belo e intacto, e é por essas razões que se oferta igbins a Ori. 

Chocalhos de arame são feitos com suas cascas vazias pois o barulho deles batendo espantam a morte prematura de qualquer ambiente, por isso é comum ter pilhas de cascas de igbins próximo a Obatala e chaqualhá-los em casa e ao redor de pessoas enfermas.

Èpà Obatalá

IYAMI E IPESE PARA agradar IYAMI

As Iyami são mulheres sobrenaturais que foram abençoadas por Eledumare com um grande poder que pode ser visto no Odu Ifa Osetua, onde está escrito: quem faz um plano excluindo dele as idéias das mulheres, deve saber que seu plano  destina-se a falhar.  No Odu Ifa Osetua é dito que o homem sozinho não pode ser completo e que se subestimar a vontade de Iyami nunca alcançará seus objetivos.  Além disso, Iyami (as bruxas das Grandes Mães) não causarão dano ao homem, exceto o que o homem causa a si mesmo.

Iyami Osoromaniga são as Grandes Mães bruxas cujo poder é infinito e, portanto, útil para qualquer finalidade;  o trabalho que o Babalawo ou o Iyanifa vão desempenhar será classificado em cores: Dudu (preto) para obter a vitória e derrotar os inimigos;  Pupa (vermelho), FunFun (branco) para obter bênçãos, Ayrin (azul claro) para proteção e assim por diante.  Para cada Babalawo e Iyanifa é muito importante oferecer Ipese a Iyami.

Em muitos afirmam que a iniciação em Iyami não existe ou não pode ser possível... Porque, veja você, a iniciação em Iyami é a iniciação mais secreta de todas.  Ainda existem várias formas de se iniciar na Sociedade Iyami, através de rituais e também por herança. É bom estar fazendo oferendas e apaziguar a IYAMI para não bloquear suas bênçãos

Iyami são mulheres sobrenaturais que foram abençoadas por Eledumare com um grande poder que pode ser visto no Odu Ifa Osetua, onde está escrito: quem faz um plano excluindo dele as idéias das mulheres, deve saber que seu plano é  destinado a falhar.  No Odu Ifa Osetua é dito que o homem sozinho não pode ser completo e que se subestimar a vontade de Iyami nunca alcançará seus objetivos.  Além disso, Iyami (as bruxas das Grandes Mães) não causarão dano ao homem, exceto o que o homem causa a si mesmo.

Ìyámí osòróngà pode ser representada através de seu ipese alimento necessário para apaziguar sua irá e atrair benefícios 

Podemos ter ìyámí osòróngà como nossa mãe suprema e sempre agrada lá para que sejamos abençoados na vida ...

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Feijoada das YÁS - 18 de janeiro de 2025

 

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